segunda-feira, 8 de março de 2010

Temáticas estudadas - Introdução


Os  factos nunca falam por si próprios. Enquanto se consultam os registos de outros materiais, é importante colocar continuamente a questão «o que é que posso fazer com este material para tornar o meu caso mais convincente?» ( Bogdan e Biklen, 2006)


Este post funciona  de Introdução à segunda parte do meu ePortefólio - Temáticas estudadas. Nele apresentarei, sumariamente, os conteúdos em estudo de cada uma das temáticas desenvolvidas ao longo do semestre na Unidade Curricular (uc) de Metodologia de Investigação em Contextos Online (MICO) . Para cada tema apresentarei o resultado das minhas participações nos Fóruns de discussão e ainda algumas notas sobre leituras que fui efectuando.
Do roteiro de conteúdos da Unidade Curricular constam cinco conteúdos, sendo que o primeiro - Discussão do contrato. Organização do trabalho - optei por tratar na primeira parte deste trabalho. 
Assim, para desenvolver as competências inerentes à iniciação e preparação para a problemática específica da investigação em contextos online e para a selecção, desenho e construção de um plano de investigação, foi-nos proposto desenvolver os seguintes temas / actividades:
1. O processo de investigação;
2. A recolha de dados;
3. A análise de dados;
4. Problemáticas de investigação na e com o apoio da Internet.

Na abertura de cada tema, foi sempre disponibilizado no espaço da Plataforma Moodle, espaço onde decorreram todas as actividades de ensino-aprendizagem da uc, um recurso contendo as orientações específicas para o desenvolvimento das actividades inerentes à temática. Privilegiando-se a comunicação assíncrona, para todos os temas foi, também, aberto um Fórum de discussão.

    Tema 1 - O processo de investigação
    Objectivos:
    - Procurar identificar paradigmas e métodos de investigação em Educação;
    - Definir as etapas do processo investigativo;
    - Traçar as características de um relatório de investigação. 
    Processo:
    Desenvolvimento da actividade em quatro partes solidárias e relacionadas entre si, com momentos de trabalho individual, de trabalho de equipa e grupo / turma.
    Recurso para análise:
    - Alves, A. (2007). E-Portefólio: Um estudo de caso, disponível em   repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/7178;
    - MICO.
    Produtos:
    - Construção do Wiki (trabalho de equipa);
    - Fluxograma (trabalho de equipa);
    - Debate.
        Tema 2 - Análise de dados
        Objectivos:
        - Pesquisar que entender sobre os métodos de recolha de dados, relacionados quer com a investigação positivista e quantitativa, quer com a investigação interpretativa e qualitativa;
        - Estudar a utilização do questionário enquanto técnica quantitativa de recolha de dados;
        - Estudar a utilização da entrevista como técnica de recolha de dados usada em investigação qualitativa.    
        Processo:
        Desenvolvimento da actividade em sete fases relacionadas entre si, com momentos de trabalho individual, de trabalho de equipa e grupo / turma.  
        Recursos:
        - Neto, C. (2006). O papel da internet no processo de construção do conhecimento, disponível em   http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/6191;
        - MICO. 
        Produtos:
        - Construção do Wiki (trabalho de equipa);
        - Guião para a entrevista  (trabalho de equipa);
        - Guião para a entrevista  (trabalho do grupo / turma);
        - Debate;
        - Transcrição das entrevistas.  
              Tema 3 - Análise de dados
              Objectivos:
              - Abordar a questão da análise do "texto", como  texto construído a partir do discurso entrevistador-entrevistado;
              - Aplicar a análise de conteúdo às entrevistas efectuadas.  
              Processo:
              Desenvolvimento da actividade em sete fases solidárias e relacionadas entre si, com momentos de trabalho individual, de trabalho de equipa e grupo / turma.  
              Recursos:
              - Bardin, L. Análise de Conteúdo, Lisboa: Edições 70;
              - MICO. 
              Produtos:
              - Análise de conteúdo às entrevistas efectuadas;
              - Debate.
                    Tema 4 - Problemáticas de investigação na e com o apoio da Internet
                    Objectivos:
                    - Análisar interacções em contextos online. 
                    Processo:- Desenvolvimento da actividade em duas fases com momentos de trabalho individual e grupo / turma.
                     Recursos:
                    - MICO.
                    Produto:
                    - Resumo.

                    Contrato de Aprendizagem - Parte II

                    Neste post irei descrever a forma como decorreu o processo de trabalho colaborativo proposto no Contrato de Aprendizagem como um dos métodos de trabalho a desenvolver. Foi proposta a divisão da turma em cinco grupos que se manteriam ao longo do semestre. O trabalho em equipa deveria ser norteado por questões/problemas colocados pela Professora, mas cada equipa poderia alargar o trabalho tendo em conta outras questões ou problemas que, dentro do tema em estudo, considerasse pertinentes. Cada grupo disporia de um fórum para troca de impressões e para trabalho e de um espaço num wiki da turma, organizado no interior do espaço da unidade, na Moodle.
                    O processo de trabalho no interior de cada equipa deveria ser organizado e liderado pelos membros da equipa. Cada equipa deveria manter o "seu" espaço no Wiki com pequenas sínteses/comentários relativas ao tema em estudo e em resposta às questões/problemas propostos. Os espaços de cada equipa, no Wiki, estariam abertos a todos os membros da comunidade.  A qualidade do produto do trabalho da equipa seria patente na qualidade dos comentários colocados no respectivo Wiki.
                    O processo de formação dos grupos iniciou-se no dia 6 de Outubro, no Fórum do Contrato, sendo uma das raízes da discussão. Como refiro neste post  - Início de actividade - onde dou conta do início da actividade, datado de 10 de Outubro de 2009, a nossa equipa, de nome Descobrimentos, era constituída por mim, pelo Joaquim Lopes, pelo Luís Miguel Rodrigues, pelo Pedro Teixeira e Teresa Fernandes. 
                    Utilizámos para interagir o Fórum da equipa e construímos o wiki atendendo às orientações que nos foram dadas para o desenvolvimento de cada tema. Assim,  em relação ao Tema 1 - O processo de investigação - foi-nos sugerido que a actividade se desenvolvesse em quatro partes solidárias, mas relacionadas entre si, sendo explicitamente solicitado que fosse organizado, em equipa, um fluxograma relativo às etapas de uma investigação. Sugere-se ainda que a análise de uma dissertação de mestrado (segunda parte da actividade) pudesse ser feita em equipa ou individualmente.
                    No ponto em que decorriam estes trabalhos e analisando agora toda a nossa participação, com a objectividade que esta distância temporal me permite, uma vez que este tema foi desenvolvido durante o mês de Outubro, reconheço que não participei de forma sempre significativa, uma vez que a maioria das minhas participações foi apenas  significativa para a manutenção e progressão do trabalho. 
                    De qualquer forma, fizemos o fluxograma ainda que a análise da tese não tenha sido feita em equipa. 
                    Quanto aos contributos para as questões de trabalho dadas nas orientações do tema, julgo ter contribuído de forma válida, tendo contribuído na questão sobre os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional, como começar uma investigação e sobre as etapas num processo de investigação.
                    No segundo tema -  Métodos de recolha de dados - pelas orientações para desenvolvimento disponibilizadas, de novo, nos foi sugerido que fosse feita em equipa ou individualmente a análise de uma tese (2ª parte da actividade). A quarta parte também poderia ser desenvolvida em equipa: pesquisa individual (ou em equipa) sobre a utilização de entrevistas e sobre as técnicas de entrevista. A 5ª parte - preparação de um guião para uma e-entrevista tinha de ser feita em equipa. 
                    O grupo dos Descobrimentos fez a análise da tese em equipa e na qual participei. Quanto à pesquisa sobre a utilização de entrevistas, parece-me que o meu contributo foi pouco substancial. E ainda que tendo efectuado pesquisas e leituras, acabei por não proceder a materialização das mesmas. Registo que o período em que ocorreu o desenvolvimento, coincidiu com o momento em que deixei de actualizar regularmente o Blog, Julgo que estes dois aspectos se poderão relacionar. Ainda assim, julgo que na construção do Guião para a e-entrevista contribuía validamente, não só no trabalho de equipa, como na construção do guião comum da turma. 
                    Já no tema 3 - Análise de dados -, na segunda fase da análise das entrevistas, colaborei directamente com o Pedro Teixeira e troquei algumas impressões com o Teresa Fernandes. Além, claro, da participação nos Fóruns.
                    A terminar a referência a este aspecto do Contrato de Aprendizagem e que na organização do meu ePortefólio fará parte da Descrição do processo de aprendizagem, julgo que seja pertinente evidenciar que, no Fórum da equipa, criado para a discussão do 1 Tema, se registaram 47 respostas, tendo o Fórum da equipa dedicado ao segundo tema tido 61 respostas. Poder-se-á considerar que houve uma evolução positiva no que respeita a nossa participação na construção do Wiki da Comunidade de Investigação do MPEL, pelo menos no que respeita a quantidade de participação.



                    Contrato de Aprendizagem - Parte I


                    Ainda no âmbito da organização do trabalho, falta referir dois aspectos:
                     - Contrato de Aprendizagem;
                     - Trabalho de equipa.
                    Para discussão destes dois aspectos, foi aberto um Fórum, a 6 de Outubro de 2009, dividido em três raízes, de acordo com os temas a discutir e que eram:
                    • O contrato em geral;
                    • Parâmetros de avaliação;
                    • Organização do trabalho.
                    Quanto ao primeiro tema - Contrato em geral - , registaram-se 49 de respostas no total, tendo sido o espaço onde todos aceitámos o Contrato e disponibilizámos os links para os nosso blogues / ePortefólios. Gostaria de aqui registar um aspecto que, não estando directamente relacionado com o contrato me parece pertinente indicar e que foi o facto de, nesta Unidade Curricular, terem feito parte da turma colegas que ainda não conhecíamos.  Registo aqui o facto, porque foi no decorrer da participação neste fórum que tomámos conhecimento uns dos outros pela primeira vez. 
                    Não posso deixar de reflectir sobre o facto, uma vez que durante o desenvolvimento das actividades, senti de alguma forma que ainda não conhecia os colegas. Não sei até que ponto tal dado possa ter tido influência nas aprendizagens, mas julgo que seja pertinente referir este aspecto, até porque, pontualmente, em momentos de interacção nos fóruns, senti que não estava tão à vontade com esses colegas, quando, afinal, também não conheço, presencialmente os outros. Penso que este será apenas um aspecto curioso a referir, até porque os colegas integraram o grupo / turma e formaram equipas de trabalho, provavelmente, de forma mais célere do que seria possível num curso presencial.
                    No segundo tema - Parâmetros de avaliação - foi-nos proposto que apresentássemos parâmetros de avaliação das diversas dimensões, explicitadas no Contrato, sublinhando-se o cunho colaborativo do deste. 
                    As dimensões que constavam do Contrato eram:
                    (1)Participação nas discussões  realizadas em fóruns (25%) – 5 valores; a avaliação da discussão será feita pela docente.
                    (2)Participação nas actividades em equipa  (25%) – hetero-avaliação feita pelos estudantes dentro de cada equipa – (5 valores).
                    (3)Auto-avaliação sobre a utilidade/importância da  contribuição pessoal na organização do marcador social da turma ( 20%) - 3 valores.
                    (4)Portefólio – reflectindo a  aprendizagem pessoal e uma síntese crítica pessoal (45%) – 7 valores; a avaliação do portefólio será efectuada pela docente.

                    A minha primeira participação na discussão, traduziu-se por levantar a seguinte questão:
                    Será possível encontrar parâmetros e critérios de classificação imparciais e consensuais nesta matéria, sendo nós os avaliados?
                    Esta era, de facto, a minha preocupação, na altura. E de certa forma mantém-se ainda que esteja hoje mais sensibilizada para a necessidade de construir ferramentas que permitam efectuar uma avaliação válida das aprendizagens online. Sobre estes aspectos, entretanto, íamos desenvolvendo trabalho noutra das unidades curriculares deste semestre: Concepção e Avaliação em e-Learning.
                    À minha questão a professora respondeu com uma pergunta que teve em mim o feito de me obrigar a reflectir: Se serão vocês os avaliados não vos interessa participar na definição dos parâmetros dessa avaliação?
                    Mais tarde, no decorrer da discussão, e após a intervenção de vários colegas, tornei a intervir, partindo de uma sugestão da Sónia Valente:
                    Sexta, 9 Outubro 2009, 23:48
                    Julgo que a sugestão da Sónia é, de facto, um excelente ponto de partida para definirmos os parâmetros de avaliação.
                    As minhas dúvidas e confesso inseguranças prendem-se com a necessidade de definir níveis de desempenho que nos envolvem directamente nesse processo e possam ser isentos. Afinal, a mesma preocupação demonstrada pelo Pedro. 
                    À proposta da Sónia, que julgo sejam parâmetros que se possam enquadrar no que está definido na seguinte dimensão do contrato (2)Participação nas actividades em equipa (25%) – hetero-avaliação feita pelos estudantes dentro de cada equipa – (5 valores), penso que será necessário, agora, descrever os níveis de desempenho para cada um dos parâmetros, já que o peso da hetero-avaliação se traduz em 5 valores. Isto é, que aspectos vamos todos usar para considerar , por exemplo, que um contributo seja válido para a discussão da temática? São precisos quantos contributos? O mesmo se passará com as outras áreas: Pertinência das Intervenções e Promoção do Espírito de Entreajuda. 
                    Quanto à auto-avaliação, a mesma prende-se especificamente com o marcador social da turma. Portanto, teremos de definir o que consideramos referências importantes e uma vez que o peso da auto-avaliação vale 3 valores talvez definir o número de referências importantes que consideremos necessárias para atingirmos os 3 pontos.
                    No dia 11 de Outubro de 2009 voltei a intervir, apresentando uma proposta de parâmetros de avaliação das diversas dimensões:
                    Estive a reler todas as participações e apercebi-me que temos estado a falar apenas da hetero e auto avaliações, quando a professora no início nos pede que apresentemos "propostas para os parâmetros de avaliação das diversas dimensões."
                    Ora elas são 4. Por isso, vou deixar uma sugestão de parâmetros de avaliação que abranja todas as dimensões, deixando para depois os critérios e a escala de cotação dos mesmos. Em relação à 2ª dimensão uso dois dos parâmetros sugeridos pela Sónia.  
                    1ª Dimensão(1)Participação nas discussões realizadas em fóruns (25%) – 5 valores
                    Parâmetros 
                    - relevância das participações;
                    - respeito pelas regras de participação em discussões online.
                    2ª Dimensão
                    (2)Participação nas actividades em equipa (25%) – hetero-avaliação feita pelos estudantes dentro de cada equipa – (5 valores).
                    Parâmetros 
                    - Contributo para a Discussão da Temática; 
                    - Promoção do Espírito de Entreajuda.
                    3ª Dimensão
                    (3)Auto-avaliação sobre a utilidade/importância da contribuição pessoal na organização do marcador social da turma ( 20%) - 3 valores.
                    Parâmetros 
                    - Relevância dos sites agregados. 
                    4ª Dimensão
                    (4)Portefólio – reflectindo a aprendizagem pessoal e uma síntese crítica pessoal (45%) – 7 valores; a avaliação do portefólio será efectuada pela docente.
                    Parâmetros 
                    - Organização temática;
                    - Perspectiva crítica e pessoal.
                    No  dia 18 Outubro de 2009 fiz nova intervenção:
                    Com esta participação, pretendo completar a minha prestação do dia 11 de Outubro. Ao longo da discussão, fiquei com a sensação de que além dos parâmetros seria, também, necessário discutirmos a aferição de critérios para cada uma das dimensões da avaliação.
                    Como a discussão ainda não foi dada por terminada e porque revelei ao longo da mesma essa preocupação, achei importante avançar com uma proposta.
                    Acabo de a fazer e tenho já dúvidas em relação a alguns itens. Mas será, de certeza, mais produtivo se Vos der já a conhecer o que está feito, para, no caso de acharem que vale a pena, termos um ponto de partida e construirmos um documento fruto da colaboração de todos.
                    Optei por não publicar neste espaço a grelha, então apresentada no Fórum, uma vez  iria tornar o post excessivamente longo e o que me parece pertinente realçar neste processo é a possibilidade que nos foi dada de discutirmos os critérios de classificação. Interessa-me aqui descrever o processo neste caso e não o seu resultado final.
                    A proposta foi discutida e sugeridas as alterações necessárias. Terminada esta primeira etapa, foi aberta, pela Professora, outra raiz de discussão, a 22 de Outubro de 2009: Proposta de parâmetros de avaliação. Nesse espaço, a professora apresentou-nos uma proposta a partir da proposta que eu tinha sugerido, tendo-a refeito, nalguns pontos repetindo a proposta original e noutros reformulando-a ou complementando-a. Ainda nesse dia, o Luís Miguel Rodrigues, numa intervenção, anexou um ficheiro com algumas sugestões à proposta da Professora.
                    Desta fase da discussão, destaco ... momentos da minha intervenção:
                    Domingo, 25 Outubro 2009, 18:21
                    (...)E aqui não sei se seria pertinente discutir, por exemplo, se o peso da auto-avaliação não deveria ser igual ao peso da hetero-avaliação que vale 25% - 5 valores, valorizando assim a organização do marcador social da turma, estimulando o trabalho colaborativo. misturado
                    E reconheço que a intervenção da Teresa é bastante pertinente. De facto, como poderemos nesta proposta observar a evolução? Estive a reler o contrato e verifiquei que no aspecto IX - Roteiro do Contrato - há para cada actividade um momento de auto e/ou hetero-avaliação. Penso que talvez seja essa a altura perfeita para uma reflexão que contemple a nossa evolução / envolvimento no processo.
                    Sobre as minhas dúvidas quanto ao peso a dar à auto e hetero avaliação a Professora respondeu da seguinte forma:
                    Não estou muito de acordo em que a avaliação do trabalho em equipa seja equiparado, em termos de valores, ao trabalho do marcador social. O trabalho em equipa, nesta UC, tem tarefas muito concretas, algumas exigentes e do meu ponto de vista deverá é ser equiparado à participação nas discussões em fóruns.
                     E de facto, a minha leitura não estava correcta pelo que respondi:
                    Domingo, 25 Outubro 2009, 21:06
                    Claro, Professora, a sua leitura é óptima e faz todo o sentido, atendendo às características da uc. Na altura limitei-me a ler comparativamente e de forma isolada as duas dimensões a que me reporto, esquecendo as outras. O estímulo ao trabalho colaborativo deverá residir precisamente nas tarefas desenvolvidas em equipa. Peço desculpa por esta sugestão precipitada.
                    Quanto ao segundo aspecto, apontado pela Teresa Fernandes e reiterado por mim, sobre a evolução do aluno, tivemos o seguinte feedback da Professora:  Penso que poderá ser esse aspecto, maior ou menor progressão, que no final leve a que perante uma classificação que se situa entre o 14 e o 15, se fixe no 15 se boa progressão e no 14 se praticamente não se notaram progressos.
                    Arriscando tornar este post excessivamente longo ainda que não tenha sido publicada a grelha que refiro anteriormente, parece-me muito importante a descrição deste processo de aferição de critérios de classificação, com a intervenção dos vários alunos e Professora. Ao longo de toda a actividade e agora que reflicto sobre ela, pergunto-me se seria possível num curso presencial  desenvolver esta actividade desta forma, isto porque, ainda que alguns colegas não tenham sido tão activos, no total, houve 37 respostas ao tema, somando as duas raízes, tendo-se a discussão prolongado ao longo de 22 dias.
                    Ainda no âmbito do assunto deste post - Contrato de Aprendizagem - falta referir um tema: Organização do trabalho. A fim de não alongar mais o presente post, tratarei desse tema, no post seguinte, ao qual será dado o seguinte título: Contrato de Aprendizagem - Parte II, passando este a ser designado por: Contrato de Aprendizagem - Parte I.

                    domingo, 7 de março de 2010

                    Bibliografia Editada

                    Irei neste post fazer referência à Bibliografia Editada que consultei durante o estudo, indicando, numa breve nota, os capítulos ou assuntos a que dediquei particular atenção:

                    • BARDIN, Laurence - Análise de conteúdo,  Lisboa: Edições 70, 2005, ISBN: 978-972-44-1506-2. 
                    Nota - Li, com particular atenção, a Terceira parte do livro cuja compreensão foi facilitada pelo powerpoint disponibilizado pela Professora, na Plataforma. O Capítulo V (A Informatização da análise das comunicações), em particular aos pontos 1, 2 e 3, respectivamente, É possível fazer análise de conteúdo por computador?; A utilidade informática para a análise de conteúdo e O que pode ou não o computador fazer . Foram também lidos por mim com interesse. Estando nós a estudar métodos e Investigação em Contexto Online, não pude deixar de registar que, de acordo com Bardin (2005), e no que respeita à metodologia da análise de conteúdo, sobre a questão de saber se a informatização auxilia a análise de conteúdo, a resposta é parcial e até ambígua: «sim» e «não» (p.171). O uso do computador é possível na análise de conteúdo ao nível do tratamento do texto, operações de análise do texto propriamente dito e análise de dados obtidos. Já será inútil a sua utilização, por exemplo, quando a análise for exploratória, uma vez que não é definitiva. Reconhece-se que o uso do computador tem consequências sobre a prática da análise do conteúdo, por exemplo, a nível da rapidez que aumenta, há um acréscimo de rigor na organização da investigação , uma vez que o computador recusa ambiguidade. Entre outros aspectos, destaco um: " a criatividade, a reflexão, têm teoricamente um lugar destacado visto que o analista se vê livre de tarefas laboriosas, longas e estéreis." (pág. 174)
                    • BOGDAN, R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em Educação – Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 2006, ISBN: 978-972-0-34112-9
                    Nota - Li com interesse o capítulo 1 - A Tradição da investigação qualitativa em educação -, perspectiva que me permitiu contextualizar o desenvolvimento dos métodos de investigação qualitativa. Durante a leitura fui sublinhando excertos que depois transcrevi para o Bloco de Notas e acabei por colocar num powerpoint que partilho aqui: http://www.slideshare.net/rsn/a-tradio-da-investigao-qualitativa-em-educao-notas.
                    • Cohen,L., Manion, L., Morrison, K., Research Methods in Education. London: Routledge Falmer 
                    Nota - Foi uma das primeiras leituras que fiz, no âmbito do estudo para esta unidade curricular. E, tal como refiro neste post, o facto de ter de fazer a tradução de termos tão específicos dificultou a minha compreensão sobre o processo de investigação. 
                    • D’OLIVEIRA, Teresa — Teses e Dissertações: Recomendações para a elaboração e estruturação de trabalhos científicos. Lisboa: Editora RH, 2007, ISBN: 972-8871-04-X
                    Nota - Trata-se de um livro de leitura bastante agradável com um objectivo muito definido, tal como o título indica, mas cuja leitura, tal como a referência a Vasconcelos e Sousa (2005), me acalmou em alguns momentos em que me sentia perdida na teia de raciocínios que esta unidade me exigiu. No caso, destaco, em particular a leitura do Capítulo 5 - A estrutura do processo de investigação - concretamente na apresentação das várias fases de um trabalho de investigação. Foi um livro que adquiri após a discussão do tema.
                    • HILL, M. Magalhães e Hill, A. B. -  Investigação por Questionário. Lisboa, 2ª Edição. Edições SÍLABO, 2008, ISBN: 978-972-618-273-3.
                    Nota - Referência que utilizei, em particular, nas participações feitas, sobre a utilização do questionário, enquanto método de recolha de dados, numa investigação quantitativa.Aqui destacaria, a importância na forma como se escrevem as perguntas, tendo sempre presente o objectivo geral (tipo geral de informação que as perguntas solicitam) das mesmas. (Hill, 2008:89,90).
                    • VILELAS, José - Investigação - O Processo de Construção do Conhecimento, Lisboa, Edições Sílabo, 2009, ISBN: 978-972-618-557-4
                    Nota -  Adquiri este livro, quando estávamos a iniciar a discussão em Fórum sobre a utilização da entrevista como método de recolha de dados, em investigação qualitativa. O capítulo (Capítulo 8 - Recolha de dados) dedicado ao assunto, em particular o ponto 5 (Entrevista) ajudou-me e consolidar o conceito de entrevista semi-estruturada. Fiz ainda uma leitura atenta do capítulo 5, Estudos de investigação, dando relevância à leitura do ponto 5.7 - Estudos de caso, pela revisão bibliográfica que é feita pelo autor. Achei importante retomar este aspecto do processo de investigação, primeiro tema desenvolvido na Unidade Curricular. Destacando dessa leitura, o seguinte parágrafo, por apresentar de forma sintética as vantagens e desvantagens da utilização do Estudo de Caso, como método de investigação qualitativa: "A limitação maior deste tipo de investigação é, de acordo com o que se disse, a quase-impossibilidade de generalizar ou estender a toda a população as conclusões obtidas, pelo que são pouco adequados para formular explicações ou descrições do tipo geral. A sua principal vantagem reside na sua relativa simplicidade e nos baixos custos do estudo, já que podem ser realizados por um único investigador ou por um grupo pequeno, e além disso, não requer o uso de técnicas maciças de recolha de dados, como as constantes dos outros métodos." (Vilelas, 2009:146)
                    • VASCONCELOS E SOUSA, Gonçalo de - Metodologia da investigação, redacção e apresentação de trabalhos científicos, Porto, Livraria Civilização Editora, 2005, ISBN: 972-26-1559-9
                    Nota - Como refiro, em cima, a propósito de D’OLIVEIRA (2005), a leituras destes dois livros permitiu-me, acima de tudo, trazer alguma serenidade à minha participação. E agora que me preparo para iniciar a segunda fase deste percurso - elaboração da tese - não posso deixar de aqui registar o seguinte: "A dissertação de mestrado é, nos presentes moldes e tendencialmente, um trabalho de média duração, (...) Em face das condicionantes do facto tempo, deverá o candidato à prestação de provas desta natureza pensar numa adequação cronológico-temática, ou seja, pensar num determinado tema em função do tempo que tem disponível para o realizar." (Vasconcelos e Sousa, 2005:36). Este vai ser, sem dúvida, o problema com o qual me irei debater nas próximas semanas: saber escolher um tema que, sendo do meu interesse, no âmbito da Pedagogia do eLearning, possa ser tratado no espaço de um ano.

                    Sites agregados no MICO, por colegas

                    Ao longo do decurso das actividades fui completando as minhas leituras com a consulta do MICO e lá encontrei agregados pelos colegas sites que me interessaram.
                    Farei, de seguida, registo dos mesmos, bem como uma breve referência sobre os espaços.
                    • Estudo de Caso, agregado, a 27 de Out. 09,  por Teresa Fernandes - Recurso bastante completo sobre o Estudo de Caso, enquanto estratégia dentro dos planos qualitativos. Esta página faz parte de uma proposta proposta de actividade no âmbito do  Mestrado em Tecnologia Educativa (Universidade do Minho), cujo objectivo foi criar um repositório de dados colectivo sobre  metodologias de investigação.
                    • Webfolio de Investigação Educacional, agregado, a 23 de Out.,  por Sandra Brás - Blog que funciona de E-portefólio e testemunha o trabalho desenvolvimento no âmbito do estudo da metodologia de investigação em contexto online. De realçar a organização e a utilização de uma linguagem muito clara e objectiva, reunindo um conjunto de referências e links  válidos para as matérias em estudo.
                    • The E-Interview, agregado, a 11 de Dez. 09,  por Joaquim Lopes - Artigo que descreve as principais características dum e-entrevista, baseado numa experiência dos autores através de entrevistas por e-mail. Destaco, em particular, o segundo capítulo, onde são apresentadas as diferenças entre, no domínio do espaço e tempo,  entrevistas face a face e e-entrevistas.
                    • A qualidade da investigação educativa de natureza qualitativa : questões relativas à fidelidade e validade, agregado, a 27 de Out. 09,  por Maria de Lurdes Martins - Artigo que procura sensibilizar a comunidade de investigadores na área das Ciências da Educação para a necessidade da adopção de critérios específicos para a aferição da qualidade científica dos estudos de natureza interpretativa.
                    • Aspectos a ter em atenção numa entrevista, agregado, a 5 de Dez. 09, por José Carlos Figueiredo, Mónica Velosa, Paulo Simões e Sandra Brás - Enumeração de aspectos a ter em conta na elaboração de uma entrevista.
                    • Portfolio – Investigação Educacional: (1). Paradigmas e métodos de investigação em educação:, agregado,  a 19 de Out. 09 por Teresa Rafael e João Quintas - Post que sintetiza um estudo sobre os Paradigmas e métodos de investigação em educação e que consta de um blog que é, também, ePortefólio de um Curso de Mestrado.
                    • Carlos Ceia - Guia para teses, agregado a 23 de Out. por Luís Miguel Rodrigues e também na mesma data, APA Style Essentials - Recursos de apoio e orientação na elaboração e apresentação de Trabalhos Científicos.

                    Sites agregados no MICO

                    Da metodologia sugerida para o desenvolvimento da aprendizagem na Unidade de Curricular de Metodologia de Investigação em Contextos Online, um dos aspectos considerados foi a construção de um marcador social intitulado MICO (iniciais de Metodologia de Investigação em Contextos Online). Foi organizado com recurso à ferramenta De.li.ci.ous e todos os membros da turma  podiam aceder livremente ao espaço e gravar um site. Cada participante deveria catalogar devidamente o site que gravasse, com um tag, devendo,  também, colocar uma pequena referência sobre o site no espaço comentário do marcador.
                    Agreguei ao marcador social MICO 14 sites, distribuídos da seguinte forma, atendendo às tags usadas:
                    Portanto, apesar de ter agregado sites relacionados com todas as temáticas, há, claramente, um desequilíbrio entre o número de sites agregados para a primeira temática em relação às restantes.
                    Em todas as circunstâncias fiz, no espaço do comentário, uma pequena referência sobre os sites agregados e introduzi a tag rsn para permitir a identificação dos sites por mim agregados. 

                    Organização do estudo

                    Ao longo do Curso procurei organizar o meu tempo de forma a poder dedicar, por semana, cerca de 10 a 11 horas semanais  a esta Unidade Curricular. No entanto, nem sempre foi possível, quer por sobreposição de actividades de outras Unidades Curriculares, quer por motivos profissionais. 
                    Ainda assim, fui fazendo as leituras que decorriam dos sites agregados no MICO e de Bibliografia editada que adquiri.  Dessas leituras, fui tomando notas em suporte papel e em  Bloco de Notas. 
                    Tal como já dei conta, em post anterior, a organização deste espaço teve de sofrer uma alteração. Apesar disso, irei aqui referir os aspectos organizativos que serviram de orientação no início da sua construção.
                    No post inicial, onde apresento a primeira organização refiro: 
                    Domingo, 18 de Outubro de 2009 
                    Assim, utilizarei os marcadores para uma leitura mais fácil dos vários assuntos. Para já, serão criados três marcadores distintos: 
                    - Organização;
                    - Diário;
                    - Notas.
                    A Organização será a marca a usar sempre que o conteúdo dos postes remeter especificamente para a organização deste blogue. No Diário serão feitos registos que terão, pelo menos, a frequência semanal e onde pretendo ir dando as minhas impressões pessoais sobre a forma como o trabalho for decorrendo, bem como referir os sites que for agregando ao MICO.
                    As Notas serão usadas para comentários pessoais sobre leituras e pesquisas realizadas. Entretanto, e consoante os assuntos que forem sendo tratados nas Notas, incluirei marcadores específicos.

                    De seguida, darei conta, em postes distintos, dos sites que agreguei ao MICO, bem como dos sites que agregados por colegas e que seleccionei para completar as minhas leituras. Num terceiro post, farei referência à Bibliografia editada consultada.